A carta que nunca chegou (ou que nunca foi)

E finalmente aqui estou eu. A derradeira das mensagens. As últimas das palavras. Não fui eu quem quis assim. Mas como eu ainda não aprendi como controlar o destino das coisas, desta forma as coisas aconteceram.

Te juro que eu pensei muito antes de fazer isso tudo. Penso muito sobre isso todo dia desde fevereiro. Não quero mais ficar enchendo a sua cabeça com a minha tristeza e o meu “sarcasmo”. Fiz o que poderia ter feito para reverter uma situação irreversível. Imagina o que é conviver com isso por quase 3 meses calado… quieto. Agoniado sem poder gritar, triste sem poder chorar. Pelo menos agora, tenho certeza, que você percebe que estava tão errado comigo. O porquê dos torpedos melancólicos.

Eu não costumo me arrepender das coisas que faço. E tenha certeza de que enquanto você está lendo esta mensagem, eu estarei voltando pra casa brigando comigo por ter falado o que eu sabia. Mas, caramba, eu não estava mais conseguindo ser eu mesmo do jeito que tudo estava. Eu tinha que tomar uma decisão. Eu tinha que te mostrar o tanto que isso tudo que você fez me deixou magoado, como isso me feriu e eu tinha que parar de ser covarde e te enfrentar de frente. Eu precisava perder o medo de te perder. Agora eu penso: Por que eu tinha medo de perder você, se eu não te tive em 3 anos e meio??

Não poderia ficar brigando por um sentimento que nunca existiu e que queria, de qualquer forma, implantar dentro do seu coração. Mas também, assim como eu não sou o senhor do destino, também não sou o dono da verdade. Eu fiz tudo que pude. Lutei até onde tive forças, mas infelizmente, de um tempo pra cá, minhas forças para lutar pelo seu coração acabaram. E ainda mais se eu tenho que lutar com um alguém que não faz tanta força para conquistá-lo, percebo o quão é inútil, da minha parte, lutar. Eu desisti. Estendo a bandeira branca, abaixo as armas e me rendo de cara limpa e peito aberto. A luta acabou!! Os louros da vitória estão aí com você (ou vocês). Deixo que eu carrego a derrota e o fardo da reconstrução para o meu lado e que eu consiga aprender ainda mais da minha vida com mais uma derrota.

Você não faz idéia o quanto foi duro pra mim quando as peças começaram a encaixar. Eu fiquei triste… desapontado… me sentindo enganado… agredido e não sabia mais o que pensar. Me sentia (sinto) usado. Mas eu me conformo, afinal porque quando eu baixei a cabeça pela primeira vez (e foi por amor, um sentimento raro nos dias de hoje), eu me tornei submisso… virei o mais fraco. Me arrependo da submissão, me arrependo da fraqueza. E me arrependo porque isso levou a atitudes extremas como essa; um final com muita raiva, muito desgosto, que são sentimentos que eu não gosto, mas que não consigo deixar de sentir.
Daqui pra frente, me sobrarão um punhado de perguntas e nenhuma resposta. Perguntas às quais eu não tenho mais o direito de fazer e respostas que agora serão inúteis de você de dar.

Hoje percebo que tudo que fiz foi inútil pra fazer você me amar, né. Acho que por isso mais que sofro. Sofro porque vejo que não foi competente o suficiente pra te fazer bem! Todas as vezes que eu mandava torpedos dizendo que me sentia a pior pessoa do mundo é porque eu me sinto mesmo assim. Porque se ser trocado 1 vez já é ruim, imagina 4!!!

Sei que temos maneiras diferentes de ver as coisas. De sentir a vida. E você é muito mais experiente nisso do que eu. Eu nunca tive o amor da minha vida. Nunca tive que me mudar de inúmeras formas pra me sentir uma pessoa melhor e ser melhor pra pessoa que eu amo. E você que me mostrou que a gente pode ser melhor quando a gente quiser. Mesmo contra tudo e mesmo contra todos. Mas você também fez questão de me mostrar que a gente pode, sim, ficar desapontado com o amor da nossa vida. Desapontado a ponto de não saber se o amor realmente vale a pena. Certamente, a lembrança que levarei de você aqui no meu coração daqui pra frente não será a das melhores. Não queria que fosse assim. E tenho certeza que você nunca vai entender o que eu sinto e vou sentir no futuro. Mas ainda guardarei uma grande quantidade de carinho, afeto e todos os sentimentos que sinto por ti. Desfazer-me deles é impossível, mas depois disso tudo que aconteceu, a minha única saída é me conformar pela última vez e seguir o caminho em diante. Quanto a ti, a única coisa que eu espero é que, em um dia qualquer, pare e pense em nas coisas que aconteceram. Veja suas atitudes. Nunca fui de condenar qualquer atitude sua e não agora que farei isso. Se você agiu assim é porque na sua cabeça estava certa. Para mim, esta não foi a maneira mais franca de agir, mas enfim, o que eu importo para você de agora em diante mesmo?

E logo agora que você encontrou seu amor agora, né. Vá em frente. Aproveite. Seja feliz. Faça o que seu coração mandar, como eu fiz. Desejo-te muita sorte no seu amor e que nunca apareça alguma coisa pra puxar o seu tapete e te jogar no chão (ou te trazer de volta à realidade). Mas vê se deixa o amor invadir o seu peito. Isso foi uma das melhores coisas que eu senti na vida. Vai ser melhor para você mesma. E quando isso acontecer, cuide de seu amor. Dê carinho, compaixão, alegria. Assim termino. Pedindo desculpas pela última vez. Desculpas por quando o amor invadiu o meu, eu não ter dado carinho, compaixão, alegria. Eu falhei e você foi procurar esses sentimentos com outra pessoa. Agora sim eu tenho um motivo para eu me martirizar até o último dia da minha vida. Eu não soube amar o amor da minha vida.

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